Escola  de Aviação
Search
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Reading: RBAC 100: o que muda para quem opera drones no Brasil depois da maior reforma regulatória da aviação não tripulada
Compartilhar
Escola  de AviaçãoEscola  de Aviação
Font ResizerAa
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Search
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Escola de Aviação > Blog > Tecnologia > RBAC 100: o que muda para quem opera drones no Brasil depois da maior reforma regulatória da aviação não tripulada
Tecnologia

RBAC 100: o que muda para quem opera drones no Brasil depois da maior reforma regulatória da aviação não tripulada

Mila Korvenko
junho 25, 2026 8 Min de leitura
Compartilhar
Compartilhar

Nova regulamentação da ANAC substitui regras de 2017, adota modelo de risco e abre caminho para entregas, inspeções e mobilidade aérea urbana.

Contents
Da classificação por peso para a classificação por risco: por que isso importa?O que muda para profissionais do setor e como se adequar?Qual o impacto para os setores que mais usam drones no Brasil?

Durante anos, quem utilizava drones profissionalmente no Brasil conviveu com uma legislação desenhada para um mercado muito mais simples do que o atual. O RBAC-E 94, em vigor desde 2017, classificava aeronaves não tripuladas basicamente pelo peso. Um drone leve que voava sobre uma multidão recebia o mesmo tratamento regulatório que um equipamento pesado operando no vazio de uma área rural, o que claramente não refletia o risco real de cada operação. Esse problema foi o ponto de partida para uma reforma que o setor esperava há anos. A ANAC aprovou em 12 de junho de 2026 o RBAC 100, o novo regulamento para operações com drones no Brasil. MundoGEO

A mudança foi apresentada oficialmente durante a Drone Show Robotics, o maior evento de drones e mobilidade aérea avançada da América Latina, realizado em São Paulo. A atualização regulatória incluiu o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 100, que substitui o RBAC-E nº 94, e uma resolução específica para drones com peso de decolagem de até 250 gramas e aeromodelos. Para o mercado brasileiro de aviação não tripulada, que movimenta bilhões de reais e emprega profissionais em setores que vão da agricultura à segurança pública, entender o que muda na prática é essencial. GOV.BR

Da classificação por peso para a classificação por risco: por que isso importa?

A mudança mais fundamental do RBAC 100 é a substituição do critério de peso pelo critério de risco operacional. Diferente do modelo anterior, o RBAC nº 100 não estabelece apenas regras prescritivas sobre como os operadores devem atuar. A nova norma define objetivos de segurança e desempenho a serem alcançados, permitindo que operadores e organizações tenham maior liberdade para inovar, desde que demonstrem a segurança de suas operações. GOV.BR

Na prática, isso significa que o tipo de operação, o ambiente em que ela ocorre e a densidade populacional da área voada passam a ter mais peso na análise regulatória do que o tamanho físico do equipamento. O coração do RBAC 100 é a substituição da classificação por peso pela classificação por risco. Essa abordagem, alinhada com as melhores práticas internacionais como as da EASA, reconhece que o perigo de uma operação de drone não vem apenas do seu tamanho, mas de uma combinação de fatores: onde ele voa, como ele voa e o que acontece se algo der errado. NW Drones

O novo regulamento estabelece três categorias de operação. A Categoria Aberta cobre as operações de menor risco, que podem ser realizadas sem autorização prévia. A Categoria Específica abrange operações de risco moderado, que exigem autorização ou declaração prévia junto à ANAC. Já a Categoria Certificada é reservada para as operações mais complexas e de maior risco, como o transporte de passageiros em eVTOLs e entregas de cargas em áreas urbanas densamente povoadas.

O que muda para profissionais do setor e como se adequar?

Além da nova lógica de categorização, o RBAC 100 trouxe exigências práticas relevantes para quem opera drones profissionalmente. A ANAC criou uma página para aplicação de testes online, no Portal de Capacitação da Agência, para todos os pilotos de aeronaves não tripuladas. As inscrições puderam ser feitas a partir do dia 16 de junho, e a aprovação é requisito obrigatório para todas as categorias. Os candidatos são avaliados em 20 questões sobre conhecimentos básicos do RBAC nº 100, espaço aéreo, risco e operação de drones. GOV.BR

Para os drones mais leves, houve simplificação. A ANAC publicou uma resolução específica para drones com peso de decolagem igual ou inferior a 250 gramas e para aeromodelos, que são aeronaves não tripuladas utilizadas com finalidade recreativa. A medida busca tornar a regulamentação mais clara, proporcional e acessível para esse público. Os drones de até 250 gramas passam a contar com tratamento regulatório simplificado, compatível com o menor risco associado a esse tipo de operação. GOV.BR

Do ponto de vista do controle do espaço aéreo, o DECEA também atualizou suas regras em paralelo. Entre as mudanças mais relevantes está a exigência de solicitação de acesso ao espaço aéreo por meio do SARPAS para todas as operações com drones, incluindo aquelas realizadas por aeronaves com peso inferior a 250 gramas. Além disso, o departamento lançou o SARPAS Mobile, novo aplicativo que amplia o acesso aos serviços do sistema por dispositivos móveis, com disponibilidade para Android a partir de 1º de julho e para iOS após a segunda quinzena do mesmo mês. DECEA

Qual o impacto para os setores que mais usam drones no Brasil?

A nova regulamentação foi construída com um olhar claro para o potencial econômico das operações não tripuladas. A ANAC amplia a segurança jurídica, favorece a criação de novas técnicas e aplicações em setores como agricultura, inspeção de infraestrutura, segurança pública, logística, audiovisual e pesquisa, que poderão desenvolver práticas em ambientes regulatórios adequados ao risco de cada operação. GOV.BR

Para o agronegócio, que já é um dos maiores usuários de drones no Brasil, a simplificação das operações BVLOS, aquelas realizadas além da linha de visada do piloto, é especialmente relevante. Pulverização em grande escala, monitoramento de lavouras e levantamentos topográficos podem se tornar mais ágeis e economicamente viáveis com o novo marco regulatório. Para o setor de logística, a perspectiva de entregar cargas em áreas urbanas por drones deixou de ser ficção científica e entrou na esfera do planejamento regulatório concreto.

A expectativa do setor é que o RBAC 100 ajude a criar um ambiente regulatório mais previsível e preparado para acompanhar a rápida evolução das tecnologias de aviação não tripulada. Essa previsibilidade é o que empresas e investidores precisam para estruturar operações de maior escala. Antes da reforma, a incerteza regulatória era citada como uma das principais barreiras para projetos mais ambiciosos no mercado brasileiro de drones. Com o novo regulamento em vigor, o setor entra em uma fase de adaptação que exige capacitação, atualização operacional e atenção às especificidades de cada categoria, mas também abre um horizonte mais claro para quem quer crescer nesse mercado. MundoGEO

Fontes: ANAC / Gov.br | MundoGEO | DECEA

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Categorias

  • Notícias259
  • Política45
  • Tecnologia49
  • Uncategorized2

Escola de Aviação: Seu portal para aprender sobre o mundo. Aqui, você encontra notícias de todos os cantos, atualizadas e aprofundadas.

Escola  de Aviação
Quando o idoso se acostuma aos sintomas de uma doença, segundo o Doutor Yuri Silva Portela
outubro 21, 2026
Da fórmula genérica ao questionário on-line: a nova era da personalização com a Lirius Suplementos 
setembro 8, 2026
Fiagro abre nova via de investimento para o agronegócio
julho 31, 2026

Escola Aviação – [email protected]  – tel.(11)91754-6532

  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?