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Quando o idoso se acostuma aos sintomas de uma doença, segundo o Doutor Yuri Silva Portela

Mila Korvenko
outubro 21, 2026 5 Min de leitura
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Yuri Silva Portela
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Nem sempre a ausência de reclamações significa que uma pessoa idosa esteja saudável. Para o Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, a tendência de considerar determinados desconfortos como consequências naturais da idade representa uma questão importante na assistência à população idosa. Dores persistentes, alterações no sono, cansaço frequente e dificuldades de locomoção podem ser incorporados à rotina sem despertar preocupação. 

Contents
Por que alguns sintomas deixam de ser percebidos? Saiba com o Doutor Yuri Silva PortelaComo a adaptação pode esconder problemas de saúde?Quais sinais merecem maior atenção na terceira idade?

Por que alguns sintomas deixam de ser percebidos? Saiba com o Doutor Yuri Silva Portela

O organismo passa por transformações naturais durante o envelhecimento, incluindo alterações na força muscular, na resistência física e na capacidade de recuperação. Entretanto, essas mudanças não explicam automaticamente qualquer desconforto. Uma dor persistente nas articulações, por exemplo, pode estar relacionada a condições específicas que exigem acompanhamento, mesmo quando o paciente convive com ela há vários anos. A identificação dessas condições permite diferenciar manifestações próprias do envelhecimento de problemas que podem ser tratados ou controlados.

A adaptação também influencia a maneira como os sintomas são percebidos, informa o Doutor Yuri Silva Portela. Uma pessoa que apresenta tonturas frequentes pode começar a evitar movimentos rápidos, enquanto outra, com dificuldades respiratórias, reduz gradualmente suas caminhadas. Essas modificações permitem contornar determinados desconfortos, mas também podem esconder a progressão de problemas que continuam presentes e precisam ser investigados. Com o passar do tempo, essas restrições podem se tornar tão habituais que o próprio idoso deixa de reconhecer as limitações que passou a enfrentar.

Outro fator envolve a comparação com pessoas da mesma faixa etária. Quando amigos e familiares apresentam dificuldades semelhantes, determinados sintomas passam a ser interpretados como características inevitáveis da velhice. Essa percepção pode reduzir a procura por atendimento médico, especialmente quando as limitações surgem lentamente e não provocam episódios considerados graves. Como consequência, alterações que poderiam ser identificadas precocemente acabam recebendo atenção apenas quando começam a comprometer atividades essenciais do cotidiano.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Como a adaptação pode esconder problemas de saúde?

Uma das consequências dessa normalização é a redução progressiva das atividades cotidianas. O idoso que deixa de subir escadas, carregar compras ou caminhar até determinados lugares pode não identificar essas mudanças como perda de capacidade funcional. Muitas vezes, a nova rotina parece confortável justamente porque elimina situações que anteriormente provocavam dificuldades físicas.

Na perspectiva da geriatria, área de formação do Doutor Yuri Silva Portela, a avaliação funcional permite compreender como as condições de saúde interferem na realização das atividades diárias. Mais do que identificar doenças isoladas, essa abordagem considera aspectos como mobilidade, equilíbrio, cognição e capacidade de executar tarefas com independência, oferecendo uma compreensão mais abrangente das necessidades individuais.

Quais sinais merecem maior atenção na terceira idade?

Alterações persistentes no apetite, perda involuntária de peso, quedas recorrentes, confusão mental e mudanças importantes no comportamento merecem avaliação profissional. Embora possam apresentar diferentes causas, esses sinais não devem ser atribuídos automaticamente ao envelhecimento. Algumas condições clínicas, inclusive, manifestam-se de maneira menos evidente em pessoas idosas, dificultando seu reconhecimento inicial.

Infecções, por exemplo, nem sempre provocam febre intensa nessa população. Em determinadas situações, podem aparecer acompanhadas de fraqueza, redução da disposição ou alterações súbitas do estado mental. Isso não significa que qualquer mudança represente uma infecção, mas demonstra a importância de observar o conjunto dos sintomas e identificar alterações em relação ao comportamento habitual.

Outro aspecto relevante envolve os medicamentos utilizados regularmente. Efeitos adversos e interações medicamentosas podem contribuir para sonolência, tontura e dificuldades de equilíbrio. Nesse contexto, a formação do Doutor Yuri Silva Portela em geriatria permite relacionar a discussão à necessidade de avaliações individualizadas, considerando tanto as condições clínicas quanto os tratamentos realizados pelo paciente.

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