Embraer bate recorde de pedidos e reforça posição do Brasil no mercado aeronáutico mundial

Diego Velázquez
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O que a carteira histórica de US$ 34,5 bilhões revela sobre o momento da fabricante e sobre as oportunidades para quem sonha em trabalhar com aviação

A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2026 no melhor momento de sua história recente. A fabricante brasileira fechou o período com uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, alta de 16% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, resultado que reforça o protagonismo da empresa de São José dos Campos no cenário aeronáutico global e projeta um horizonte de crescimento para os próximos anos. Business Moment

Um trimestre de recordes na fábrica paulista

O montante representa o maior volume de encomendas já registrado pela companhia, marcando o sétimo recorde consecutivo da Embraer. O avanço não ficou restrito à carteira de pedidos: a fabricante entregou 65 aeronaves entre abril e junho, o melhor desempenho da empresa para um segundo trimestre em 16 anos, com o primeiro semestre somando 109 unidades entregues, cerca de 20% acima do registrado no mesmo período de 2025. FenatacSeu Dinheiro

O ritmo de produção também chamou atenção de analistas do mercado financeiro. Segundo projeção do banco BTG Pactual, a receita líquida da companhia deve avançar de US$ 7,37 bilhões em 2025 para US$ 8,32 bilhões em 2026, chegando a US$ 8,99 bilhões em 2027. O banco também destaca que as ações da Embraer seguem sendo negociadas com desconto em relação a concorrentes globais, mesmo diante da recuperação operacional observada nos últimos trimestres. Seu Dinheiro

Aviação comercial puxa o crescimento da carteira

A aviação comercial respondeu pela maior fatia da carteira, com US$ 15,1 bilhões em pedidos, alta de 15% em um ano, impulsionada pela encomenda de 15 aeronaves E195-E2 feita pela Azorra, o que levou o programa E2 a superar a marca de 500 pedidos firmes. O resultado confirma a relevância dos jatos regionais da família E2 na estratégia comercial da fabricante, especialmente entre companhias aéreas que buscam aeronaves mais eficientes para rotas de menor densidade. Panrotas

Durante o Farnborough Airshow, um dos principais eventos do setor aeronáutico mundial, a Embraer também avançou em outras frentes de negócio. A companhia revelou a Fuji Dream Airlines como responsável pela encomenda de duas aeronaves E175, e a divisão de aviação executiva registrou a certificação tripla dos modelos Praetor 600E e Praetor 500E junto à Anac, à FAA, nos Estados Unidos, e à EASA, na Europa. Monitor Mercantil

O desempenho positivo não se limitou à aviação civil. A área de Defesa e Segurança registrou relação de book-to-bill de 2,6 vezes no período, com o backlog avançando de US$ 4,4 bilhões para US$ 6,1 bilhões após a encomenda de dez aeronaves C-390 pelos Emirados Árabes Unidos. O contrato reforça a aceitação internacional do cargueiro militar brasileiro, que vem conquistando espaço frente a concorrentes tradicionais do segmento. InfoMoney

O que a expansão significa para quem quer trabalhar com aviação

Para estudantes e futuros profissionais do setor, o momento da Embraer funciona como um termômetro do mercado aeronáutico brasileiro como um todo. Com a companhia mantendo a projeção de entregar até 85 aeronaves comerciais e até 170 jatos executivos neste ano, a demanda por mão de obra qualificada tende a acompanhar esse ritmo, tanto na própria fabricante quanto na cadeia de fornecedores e prestadores de serviços que giram em torno da indústria aeronáutica nacional.

O crescimento sustentado da carteira de pedidos também sinaliza estabilidade de médio prazo para o setor, um fator relevante para quem avalia ingressar em cursos de formação técnica ou de piloto. Com a Embraer entrando na segunda metade de 2026 com o maior volume de contratos a executar de sua história, o desafio agora passa a ser sustentar esse ritmo de entregas sem perder qualidade, enquanto o mercado observa de perto os próximos resultados trimestrais da companhia.

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