Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explica que a conta de luz virou um dos custos fixos que mais incomodam famílias e empresas brasileiras, e a sensação de que o valor só sobe tem fundamento: as tarifas seguem pressionadas por reajustes, encargos e o histórico de acionamento das bandeiras tarifárias. Diante disso, gerar a própria energia deixou de ser um luxo de poucos para se tornar uma decisão financeira concreta, debatida na mesa de casa e na reunião de diretoria.
Os números ajudam a entender por que o assunto saiu do nicho. O Brasil ultrapassou a marca de 50 GW de capacidade solar instalada em 2026, consolidando a fonte como a segunda maior do segmento de geração distribuída, segundo levantamentos da ABSOLAR. Prossiga a leitura e veja que, por trás dessa expansão, está uma queda expressiva de preços: o custo médio dos sistemas recuou mais de 75% na última década, encurtando o tempo de retorno do investimento.
A conta que não para de subir e o que de fato mudou
O equívoco mais comum é tratar a instalação fotovoltaica como uma compra de prateleira, em que basta escolher a marca do painel. A realidade de 2026 é outra. Com o Fio B mais alto, o cálculo de viabilidade precisa considerar o perfil de consumo, o horário em que a energia é usada, a tarifa específica da distribuidora e até a curva de geração ao longo do ano. Sistemas superdimensionados injetam excedente que será compensado de forma menos vantajosa, enquanto os subdimensionados deixam economia na mesa.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim mostra que vale lembrar que a recente Lei 15.269/2025, que gerou apreensão no setor, não alterou as regras de geração distribuída residencial estabelecidas pelo marco legal de 2022. Os direitos adquiridos de quem instalou até 7 de janeiro de 2023 seguem preservados até 2045, e o ambiente regulatório, depois de anos de incerteza, está mais previsível.
A engenharia como o diferencial que ninguém vê na fatura
É aqui que o setor amadurece de forma silenciosa. A diferença entre um sistema que entrega o prometido e outro que decepciona raramente está no painel, e quase sempre está no projeto: estrutura de fixação adequada, inversores corretamente especificados, estudo de sombreamento e dimensionamento honesto. Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, esse é justamente o ponto em que a competência técnica deixa de ser detalhe e passa a definir o resultado financeiro percebido pelo cliente ao longo de duas décadas de operação.

Em instalações de maior porte, como centros de distribuição, galpões e unidades industriais, a complexidade cresce. Entram em cena a qualidade da estrutura metálica de sustentação, a integração com a operação da planta e a leitura precisa do consumo. Não por acaso, indústria e agronegócio se tornaram alguns dos vetores mais aquecidos da geração própria em 2026.
Armazenamento: a fronteira que redefine a economia
A próxima transformação já bate à porta. Com a queda no custo das baterias e o primeiro leilão de sistemas de armazenamento marcado para 2026, guardar energia para usar nos horários de tarifa mais cara deixa de ser promessa e vira estratégia. Esse arranjo permite produzir durante o dia, estocar o excedente e consumi-lo à noite, contornando parte do impacto do Fio B e ampliando a autonomia.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim esclarece que, para o consumidor que avalia o investimento hoje, a recomendação é projetar pensando no amanhã: estruturas e instalações já preparadas para receber baterias evitam retrabalho e protegem o sistema contra a obsolescência. É uma lógica de infraestrutura, não de gadget.
O sol como ativo de longo prazo
Encarar a energia solar como despesa evitada é enxergar metade da fotografia. Um sistema bem projetado é um ativo que valoriza o imóvel, estabiliza um custo que só tende a crescer e entrega previsibilidade por mais de vinte anos. Em um cenário de tarifas em alta e regras mais maduras, o investimento ganhou contornos de planejamento patrimonial, e não de aposta.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim resume que é a de que o setor caminha para uma fase em que a qualidade da engenharia, e não apenas o preço do equipamento, vai determinar quem realmente transforma a própria conta de energia. Quem decidir investir com esse olhar tende a colher resultados que vão muito além da próxima fatura.
