O CEO Lucio Fernandes Winck destaca que o tênis em cadeira de rodas tem conquistado espaço e se consolidado como uma modalidade relevante no cenário esportivo. Com regras adaptadas e uma história cheia de marcos significativos, o esporte é mais do que uma prática competitiva: é um símbolo de superação e resiliência. A seguir, vamos explorar como o tênis em cadeira de rodas é jogado, quem pode praticá-lo e qual o impacto dessa prática para os atletas ao redor do mundo.
Como o tênis em cadeira de rodas é disputado?
O tênis em cadeira de rodas é disputado de maneira semelhante ao tênis convencional, mas com adaptações importantes. A principal diferença está na regra dos dois quiques, que permite que a bola quique até duas vezes, sendo o segundo quique fora ou dentro dos limites da quadra. O esporte exige que o atleta tenha habilidade tanto na movimentação quanto no golpe, adaptando-se ao uso da cadeira de rodas, que é projetada com características específicas para garantir maior segurança e melhor mobilidade.
A cadeira de rodas utilizada no tênis é leve e ajustada para proporcionar equilíbrio e velocidade durante o jogo, como explica o CEO Lucio Fernandes Winck. O grau de cambagem das rodas influencia diretamente a agilidade do atleta. Essas características exigem dos praticantes um alto nível de concentração e destreza. Ademais, as partidas seguem as mesmas regras do tênis tradicional.

Quem pode praticar o tênis em cadeira de rodas?
Qualquer pessoa que tenha uma deficiência física que afete a locomoção pode praticar o tênis em cadeira de rodas. Isso inclui amputados, paralisados cerebrais e lesados medulares, entre outros. A condição física do jogador deve ser diagnosticada por um especialista, e o comprometimento na locomoção deve ser tal que o atleta não consiga competir no tênis convencional.
O CEO Lucio Fernandes Winck ressalta que a classificação dos jogadores é um ponto fundamental para definir as categorias e a competitividade dentro do esporte. A modalidade possui duas classes principais: a classe Open, para atletas com deficiência nos membros inferiores, e a classe Quad, para aqueles com deficiência em três ou mais extremidades. A determinação dessas classes é feita com base na extensão da deficiência e sua interferência na capacidade de executar os movimentos fundamentais do esporte.
Quais são os marcos históricos do tênis em cadeira de rodas?
A origem do tênis em cadeira de rodas remonta aos Estados Unidos, na década de 1970, com a criação de cadeiras adaptadas por Jeff Minnenbraker e Brad Parks. Desde então, o esporte evoluiu consideravelmente, com destaque para a criação da Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas (IWTF) em 1988, que pavimentou o caminho para que a modalidade fosse reconhecida e se tornasse parte dos Jogos Paralímpicos em 1992, nos Jogos de Barcelona.
No Brasil, o primeiro atleta a praticar o esporte foi José Carlos Morais, que se envolveu com o tênis em cadeira de rodas em 1985. O país começou a se destacar internacionalmente após sua participação nos Jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996. Embora o Brasil ainda busque conquistar uma medalha paralímpica na modalidade, o tênis em cadeira de rodas tem se fortalecido a cada ano, com o apoio da Confederação Brasileira de Tênis.
Em suma, o impacto do tênis em cadeira de rodas vai além da prática esportiva, como comenta o CEO Lucio Fernandes Winck. Para muitos atletas, ele representa uma forma de superação e inclusão, proporcionando uma nova perspectiva de vida. O esporte permite aos participantes desenvolver habilidades físicas e psicológicas, além de proporcionar oportunidades de integração social e visibilidade no cenário esportivo.
Autor: Mikesh Samnaeth
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital